quinta-feira, 22 de julho de 2010

Azul choque

Em uma época distante,onde as grandes bandas eram constituídas por ícones que expressavam rebeldia e abusavam das drogas,existia uma garotinha que não se encaixava nesse perfil.
Falo da bela Mariska Veres,(bela quando jovem) com sua voz rouca e suas roupas largas.
Mariska se juntou ao shoking blue,banda holandesa como mariska,que em 1967 e fez bastante sucesso com a musica venus,que apesar de ser a mais famosa nunca poderia ser considerada a uma das melhores musicas do shocking blue (só escutando pra entender).
As musica love buzz influenciou e foi regravada pelo nirvana(do album Bleach) (love buzz Nirvana).
Mariska não fumava,não bebia e não usava qualquer tipo de droga.Morrreu de cancro dia 2 de dezembro de 2006 aos 59 anos de idade.
Aconselho para quem queira conhecer o trabalho da banda baixar um album com as consideradas melhores musicas da banda.

SK

domingo, 4 de julho de 2010

Jimi Hendrix e All Along the Watchtower: genialidade pura.

Bom, ja está um pouco tarde, tenho que acordar cedo amanhã, mas não queria ir pra cama sem deixar um post aqui. Devido a minha falta de tempo, escolhi falar hoje "apenas" de uma música. Mesmo assim, terei que me conter se quiser terminar esse texto ainda hoje. Poderia falar de muita coisa a respeito dessa maravilhosa composição de Bob Dylan: sua letra poética e misteriosa, as lendas que a rondam, as várias versões cover gravadas, dentre várias outras questões. Porém, eu escolhi falar aqui de uma versão em especial. Não a original, gravada por Dylan. Mas a versão que se tornou a oficial e definitiva para essa música: a gravação de Jimi Hendrix, presente no álbum Electric Ladyland.

Essa gravação tem uma história interessante, e eu vou contá-la resumidamente. Hendrix ganhou do publicitário Michael Goldstein (que trabalhava para o empresário de Dylan) uma fita com a gravação original de Bob. Jimi logo levou a fita e mostrou pra seus comparsas. Em janeiro de 1968 eles fizeram vários takes até chegar à primeira versão. Porém, Hendrix, perfeccionista que era, ficou insatisfeito. Isso levou a uma série de novas gravações, overdubs, guitarras rearranjadas, criação de novas pistas... e cada vez que escutava as gravações Hendrix dizia ter ouvido algo um pouquinho diferente, uma nova visão da música. Essa novela se repetiu em junho, julho, agosto, até que, em setembro(!), a versão final foi concluída.

Isso nos mostra que um grande trabalho como esse exigiu grande esforço até mesmo de um gênio como Hendrix. Foi o extremo da persistência e do perfeccionismo. A busca implacável pela gravação perfeita, pela emoção total. O resultado, obviamente, não poderia ser melhor. Jimi Hendrix atingiu tão alto grau de perfeição em sua interpretação que até o próprio Bob Dylan se impressionou e passou a adotar a versão de Hendrix como sendo a oficial para All Along The Watchtower. Dylan disse que Jimi encontrou na canção coisas que outras pessoas jamais conseguiriam encontrar. Um gênio reconheceu o outro.

Sem mais delongas, vamos falar um pouco da música em si. A voz de Hendrix se mostrou certeira. A emoção salta de suas palavras. Seus gritos atingem nossa alma e a poesia contida na letra nos embebedece. A cozinha (baixo e bateria) faz seu trabalho com maestria. A guitarra... ah, a guitarra... essa é uma obra de arte dentro de outra obra de arte. Acordes simples e poderosos, preenchimentos mais que precisos, tudo encaixando maravilhosamente bem na voz do mestre. E, de forma alguma, podia deixar de falar do solo. Perfeito. Hendrix sempre solou como ninguém, mas aqui o solo está acima de qualquer crítica. As notas trabalham completamente em favor da música, os efeitos usados não pederiam ser melhores. Jimi utilizou tudo o que lhe estava à disposição da maneira como apenas ele saberia fazer. Não há mais o que dizer, me faltam adjetivos. Só me resta recorrer novamente a esse: PERFEITO.

Chega de falar. É hora de relaxar, clicar aqui e ouvir essa versão incrível de All Along the Watchtower, a qual se tornou referência para praticamente todas versões gravadas posteriormente por outros artistas e que fez com que a música ganhasse a projeção que ganhou. Boa audição! M.B.


sexta-feira, 2 de julho de 2010

Definindo o indefinível: o que é música afinal?

Para inaugurar esse blog, nós decidimos falar de algo bastante primordial: a definição de música. Certamente não existe uma definição precisa para uma forma tão ampla de arte como é a música. Porém, não pretendemos construir um conceito formal para a música, e sim uma definição filosófica baseada em nossas experiências pessoais, nosso poder de observação e nosso amor pela arte. Mãos à obra.

Primeiramente, sabemos que a música é uma linguagem universal. Não é preciso ser alemão para sentir a força de uma composição de Beethoven (ouça a Quinta sinfonia), ou ser australiano para se empolgar com um riff de guitarra do AC/DC (ouça Shoot to Thrill). Todos somos capazes de sentir a música de alguma maneira, com diferentes formas de interpretação, mas sempre captando algo em comum que foi passado através das ondas sonoras. Logo, a música pode ser encarada como uma manifestação coletiva, um sentimento que pode ser sentido por todos que a ouvem e expresso por todos que a fazem (ouça Elephant gun, do Beirut).

Se extrapolarmos um pouco, podemos dizer ainda que a música transmite não só um sentimento, mas muitas outras informações sobre um indivíduo. Ou seja, podemos, através da música, conhecer subjetivamente a história de vida, a cultura e as idéias de seu autor (ouça Feira de Mangaio, do mestre Sivuca). Abusando um pouco da metafísica, assumiremos aqui que a música é a propagação sonora da essência de um ser através do espaço.

Mas é claro que tudo isso não passa de uma das muitas viagens que teremos por aqui. Espero que tenham gostado. Sejam muito bem vindos ao Musiscrita!

Os autores.